NOIVA
DA AGONIA
Trêmula
e só, de um túmulo surgindo,
Aparição
dos ermos desolados,
Trazes
na face os frios tons magoados
De
quem anda por túmulos dormindo...
A
alta cabeça no esplendor, cingindo
Cabelos
de reflexos irisados,
Por
entre auréolas de clarões prateados,
Lembras
o aspecto de um luar diluindo...
Não
és, no entanto, a torva Morte horrenda,
Atra,
sinistra, gélida, tremenda,
Que
as avalanches da Ilusão governa...
Mas
ah! és da Agonia a Noiva triste
Que
os longos braços lívidos abriste
Para
abraçar-me para a Vida eterna!
Cruz
e Sousa
Broquéis