sábado, 7 de setembro de 2013

UM APRENDIZ DE FEITICEIRO


poema

sou poeta e cantei cantigas ao mar
num tempo em que tudo vicejava
imagens claras
e puras
em meu olhar.
O céu arrebentava em flores e corcéis.

Hoje morri. Sinto apenas a chuva
que desce fria pelo amor desfeito
e se encaminha, límpida, para o mar.



6/2/94